Em 1988, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de luta contra a Aids. Este foi o primeiro dia internacional relacionado à saúde instituído pela OMS.

Estima-se que 36,7 milhões de pessoas em todo o mundo sejam soropositivas para o HIV, quase um milhão delas apenas no Brasil. Segundo a OMS, este dia configura-se uma oportunidade para as pessoas em todo o mundo se unirem na luta contra a epidemia de Aids, para mostrar apoio às pessoas que vivem com HIV e para lembrar daqueles que morreram de uma doença relacionada à Aids.

O Dia Mundial de luta contra a Aids é o momento de a humanidade mostrar solidariedade às milhões de pessoas que vivem com HIV. A maioria faz isso usando uma fita vermelha de conscientização sobre a importância da prevenção ao HIV.

No Brasil, a Lei nº 13.504/2017 criou o Dezembro Vermelho, que institui a campanha nacional de prevenção ao HIV/Aids e outras infeções sexualmente transmissíveis (IST). A proposição transformada em lei foi uma demanda do movimento social de luta contra a Aids à Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às IST/HIV/AIDS do Congresso Nacional, sancionada pelo presidente da República.

A campanha nacional de prevenção ao HIV/Aids e outras IST instituída pela lei não trata apenas de iluminar de vermelho prédios e monumentos públicos, mas um grande pacto de solidariedade que pode eliminar a epidemia de HIV/Aids até 2030, como proposto pelo Unaids e ratificado pelo governo brasileiro. Este pacto, consagrado em lei, permite que Estados, Municípios e a União associados ao movimento social promovam campanhas de informação e de prevenção ao vírus da Aids.

Entendemos a importância da prevenção ao câncer de pele. Somos solidários ao movimento social envolvido com este agravo à saúde, pois há 30 anos o mês de dezembro é vermelho. Antes que se proponha dividir a sociedade brasileira entre estas cores, propomos que a lei seja respeitada. Afinal, o Dezembro é Vermelho!