Em ofício enviado hoje ao Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Dr. Jean Gorinchteyn, o FOAESP questiona denúncia recebida no sábado, sobre o sucateamento do Instituto de Infectologia Emilio Ribas (IIER), em São Paulo.
A denúncia, saída de profissional do corpo clínico da instituição apresenta pontos graves, como uma terceirização dos recursos humanos e, paulatinamente, da própria administração do hospital, além da possibilidade de fechamento do pronto socorro para as pessoas vivendo com HIV/aids.
No ofício 083/2020, também enviado ao diretor técnico do IIER, o FOAESP lembra da importância do Emilio Ribas como um patrimônio paulista, referenciado nacionalmente. Sobre o Pronto Socorro, “é referência no atendimento especializado às intercorrências das pessoas vivendo com HIV/aids na cidade de São Paulo”.
O documento reforça a Saúde Pública como bem público, de responsabilidade da gestão do estado e que “é urgente a realização de concursos públicos para a reposição do quadro funcional” e que, assim, a “contratação de recursos humanos por meio da realização de concursos públicos tem de ser encarada como investimento na saúde da população, não como despesa aos cofres públicos”.
Por fim, o FOAESP solicita “explicações” da secretaria relacionadas “às graves denúncias”, argumentando que a secretaria “tem o dever de prestar contas à sociedade e às pessoas vivendo com HIV/aids quanto ao futuro pretendido para o IIER”.