Aconteceu ontem (29), em São Paulo, o encontro da Articulação Sudeste dos Fóruns de Ong/aids. Rodrigo Pinheiro, presidente do Foaesp, foi o anfitrião, e recebeu os fóruns da região sudeste. Representantes dos três estados, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, estavam presentes. Na pauta, propostas e fortalecimento dos movimentos da região.
Todos os representantes falaram um pouco sobre a situação dos fóruns em seus estados no que diz respeito às estruturas, articulações, demandas e dúvidas. Foram discutidas estratégias para o fortalecimento da articulação na região sudeste.
Propostas para o próximo Encontro Regional das Ong/aids (Erong) foram debatidas, entre elas a efetivação do acordo de cooperação técnica que articula ações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS); a ampliação de parceria entre ONGs e poder público para o oferecimento e divulgação de acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP); a revisão do plano de enfrentamento à feminização do HIV/aids, avaliando resultando e incluindo ações destinadas às mulheres trans e travestis em todas as faixas etárias e gestantes.
Também foi discutida a necessidade da retomada da carta de direitos fundamentais das pessoas vivendo com HIV/aids; o estabelecimento de parceria para advocacy com o movimento negro e o movimento de mulheres negras para discutir indicadores que apontam maior morbimortalidade de pessoas negras por HIV/aids; e a capacitação das organizações da sociedade civil organizada quanto aos marcos legais para o terceiro setor através de incentivos do governo.
É necessário dar visibilidade quanto à utilização dos recursos para programas de HIV/aids e criar um instrumento nos moldes do plano de ações e metas; criar e fortalecer frentes legislativas para criação de leis de incentivo e captações de recursos para a luta contra o HIV/aids; e promover seminários de advocacy com foco em políticas de IST/HIV/aids.
Rodrigo Pinheiro destacou a importância do encontro para a aproximação dos movimentos da região sudeste. “É muito importante a articulação, a gente consegue monitorar propostas do Erong. Estamos realizando reuniões a cada dois meses, em cada um dos estados, e isso nos fortalece”, explicou.