O III Fórum de Políticas Públicas sobre HIV/aids de Presidente Prudente foi um dos eventos comemorativos dos 30 anos da Associação Prudentina de Incentivo à Vida (APIV), Ong associada ao Foaesp. Carla Diana, coordenadora da Apiv e vice-presidente do Foaesp, e Rodrigo Pinheiro, presidente do Foaesp, participaram de mesas no último dia 5.
O evento destacou a educação social como ferramenta de formação e informação para a juventude, apresentou dados epidemiológicos e reflexões sobre vulnerabilidades sociais e tratou sobre questões de financiamento e políticas de incentivo para HIV/aids. Após as apresentações, houve interação com o público presente.
Carla Diana ressaltou a história da Apiv e os desafios do movimento de luta contra a aids, principalmente nas questões de vulnerabilidade social. "Estamos colaborando aqui em Presidente Prudente, com a história da aids. Estamos certos que nossos capítulos nessa história estão pautados no bem por um mundo melhor, na justiça social, defesa dos direitos e na solidariedade. Nos colocamos diariamente na linha de frente como resposta às vulnerabilidades sociais das pessoas que vivem com HIV/aids, agravadas pela desigualdade social e pela falta de apoio político", contou.
Rodrigo Pinheiro observou a necessidade de trabalhar mais junto às bases, não só o Programa Estadual de DST/aids, mas também o Foaesp. “Precisamos nos articular mais, estamos um pouco afastados, precisamos vir mais para o interior”, afirmou.
Em sua fala sobre o financiamento da saúde, Pinheiro explicou de onde vem o dinheiro, que no âmbito federal é garantido com portaria ministerial e, no âmbito estadual, com as deliberações da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). O presidente do Foaesp explanou como são feitos os repasses fundo a fundo, as políticas de incentivo de HIV/aids e as especificidades de alguns municípios.
“Aponto a necessidade do controle social sobre a execução das políticas de incentivo nas bases. Precisamos saber se os recursos estão mesmo sendo utilizados para o enfrentamento da epidemia. Os movimentos sociais precisam monitorar e pressionar”, disse.
Pinheiro ainda afirmou que uma boa iniciativa seria a volta do Plano de Ações e Metas (PAM), que tem capacidade maior de monitoramento do recurso, “para que não fique dinheiro solto, sendo usado para outros fins”.
Para Ribas Dantas, coordenador técnico da Apiv, o evento contribuiu para a “promoção de novas perspectivas quanto ao trabalho dos agentes sociais, no campo do ensino-aprendizagem e prevenção, valorizando e fomentando práticas e ações, na luta por dignidade humana e cidadania”.
De acordo com Dantas, “todo e qualquer espaço que nos possibilite falar sobre uma prática educativa emancipatória, abre caminhos para a construção de um projeto de Educação pautado em transformação social, participação democrática e garantia de direitos”, concluiu.
Saiba mais sobre a Apiv.