O Foaesp, em conjunto com diversos movimentos sociais de luta contra a aids, realizaram hoje, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, ato em frente ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital do SUS referência em HIV/aids.
Com cartazes exigindo mais respeito e dignidade, o fim do descaso e também das obras na instituição, que se arrastam há anos, os manifestantes se concentraram na porta do hospital e, em ato simbólico, protestaram na Avenida Dr. Arnaldo, enquanto o sinal estava fechado para os carros.
Entre as reivindicações, o resgate da Política Brasileira de Enfrentamento ao HIV/aids; a recomposição do Departamento de IST, aids e hepatites virais do Ministério da Saúde; incorporação de novos medicamentos para o tratamento; aumento da oferta da Profilaxia Pré-exposição (PrEP); restabelecimento de canais regulares de diálogo com a sociedade civil; luta contra os cortes orçamentários anunciados para o ano que vem; produção de campanhas de massa que contribuam para diminuir o aumento de casos de HIV entre jovens; entre outras.
Ressaltando os diversos avanços no controle da epidemia de aids nestes mais de 40 anos, os manifestantes exaltaram o SUS, mas destacaram que os desafios para o futuro são muitos. Há ainda muitas mortes por aids. No estado de São Paulo, apesar de queda expressiva de 78% de óbitos de 1995 para 2021, segundo dados da Fundação Seade, nos últimos anos o número se mantém estável e muitas pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA), principalmente os mais vulneráveis, não têm acesso aos serviços de saúde.
Além disso, é preciso lutar contra o estigma, o preconceito e a discriminação, tão presentes na vida das PVHA. Durante o ato, inclusive, os manifestantes foram hostilizados por um ciclista, que desejou que “todos morressem de aids”. São muitos os desafios, e a luta não para.