O Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids e o Programa Estadual de IST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizaram hoje, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o evento que teve como tema “Menos Discriminação e Mais Respeito”.
O evento aconteceu ao longo desta quinta-feira, no auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, reunindo membros da gestão, trabalhadores da saúde e representantes de movimentos sociais.
Entre as atividades, diversas mesas de discussão, painéis, exposição artística, lançamento da campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, apresentação da pesquisa Zero Discriminação e de experiências exitosas “Rumo à zero discriminação”.
A mesa de abertura, com o tema “A Resposta Paulista ao HIV/Aids rumo aos 40 anos: Conquistas e Desafios” contou com a coordenação de Alexandre Gonçalves, diretor técnico do CRT, e com as participações de Carla Diana, da Associação Prudentina de Incentivo à Vida (Apiv), representando o Foaesp; Jean Gorinchteyn, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo; Ralcyon Teixeira, diretor da Divisão Médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas; Maria Cristina Abbate, coordenadora do Programa Municipal de IST/aids de São Paulo; e Paulo Giacomini, da Rede Nacional das Pessoas Vivendo com HIV/aids (RNP+).
Em sua fala, Carla Diana ressaltou a importância das Organizações Não-governamentais e dos movimentos de luta contra a aids no resgate do respeito e da dignidade às pessoas que vivem com HIV/aids e na elaboração de estratégias e ações de prevenção e de acolhimento. A representante do Foaesp também destacou a importância da educação de crianças e adolescentes, para que sejam cidadãos formados com mais empatia e menos preconceito.
Carla Diana falou das dificuldades que persistem, mesmo após mais de 40 anos da epidemia, na eliminação da discriminação, do estigma e do preconceito e dos desafios para o futuro. A assistente social da APIV demonstrou preocupação com os cortes orçamentários anunciados pelo atual governo federal para o ano de 2023. “É preciso reverter, é muito retrocesso”, afirmou.