O Foaesp esteve reunido com representantes da Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório farmacêutico público do estado de São Paulo. Na pauta da reunião, a produção e a ampliação da produção de alguns medicamentos importantes para a manutenção da qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/aids.
Contando com a presença do superintendente da Furp, Fabiano Marques de Paula, foram esclarecidos alguns pontos levantados pelos representantes do Foaesp.
Sobre a dapsona, a Furp explicou que entraves burocráticos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que solicitou novos estudos para registro, inviabilizam a produção do medicamento. Mesmo sendo um prazo longo, o laboratório acredita que em 2024 a situação será normalizada. O mesmo acontecendo com o medicamento rifampicina, para tuberculose.
Os representantes da Furp afirmaram que estão ampliando o parque industrial para o aumento da produção do medicamento lamivudina e que até o meio deste ano conseguirão atender toda a solicitação do Ministério da Saúde.
A Furp também pretende aumentar a produção de penicilina. Um ponto discutido foi a possibilidade da produção do ingrediente farmacêutico ativo (Ifa) da penicilina, pois atualmente a substância vem de um produtor na China, e a produção local daria mais autonomia ao laboratório. Foi pontuado que esta é uma questão importante e que há indústrias no Brasil com capacidade de produção.
O fortalecimento da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) também foi tema do encontro, pois todos consideram de fundamental importância a valorização dos produtores públicos na formulação e na implantação de políticas públicas de saúde.