Nos últimos dias, o termo #aids apareceu nos assuntos mais comentados nas redes sociais e o motivo foi a publicação em uma conta de histórias de brasileiros que não tiveram oportunidade de tratamento. E morreram de aids, muitos ainda jovens, carcomidos pela doença. E vítimas de muito estigma.
O perfil The Aids Memorial publica histórias de pessoas que morreram de aids no passado, a maioria nos anos 80, 90 e começo dos anos 2000, quando não havia tratamento. Nos últimos dias, alguns brasileiros foram retratados no perfil e a repercussão aqui no país foi imediata.
Não tem como não se comover lendo os depoimentos e vendo as fotos. Histórias sensíveis, que mostram os perfis de pessoas, do mundo inteiro, narradas por algum parente ou amigo. Eles contam sobre a vida profissional e a vida pessoal, sobre a descoberta da doença, e as dificuldades enfrentadas. As fotos que ilustram os depoimentos nos transportam para o mundo daquelas pessoas. E é emocionante.
Na repercussão nas redes sociais, muitos usuários que se sensibilizaram começaram a contar as próprias histórias, de algum familiar ou amigo vítima da aids. Chama a atenção que muitos dos relatos dão conta que a causa da morte era atribuída a outra doença, invisibilizando que essas pessoas morreram de aids. Morreram vítimas do estigma, do preconceito e da discriminação.
É possível fazer uma reflexão que, apesar de ainda termos muitos óbitos por conta da doença e ainda não termos a cura, hoje, as pessoas que vivem com HIV/aids têm acesso ao tratamento que proporciona qualidade de vida a elas. 
E os medicamentos para o tratamento, e também as estratégias de prevenção, são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.
E é pelo direito dessas pessoas que o Foaesp luta todos os dias e não só hoje, 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. O Foaesp e as Ongs associadas lutam por políticas públicas mais eficientes, pelo acesso à saúde, em defesa do SUS, e pelos direitos das pessoas que vivem com HIV/aids. Queremos nos emocionar com os depoimentos e lembrar com carinho de quem já partiu, mas nunca vamos nos esquecer que a luta é cotidiana, sempre.

Veja a conta The Aids Memorial no Instagram e no Twitter.