O show da Madonna no Rio de Janeiro, no sábado (4), tomou não só as areias de Copacabana, mas também as redes sociais e as discussões entre amigos e familiares. E jogou luz na luta contra o HIV/aids.
A cantora sempre defendeu os direitos da população LGBT+ e das pessoas que vivem com HIV/aids. O show gratuito no Brasil levou uma multidão para o Rio, e a celebração dos 40 anos de carreira da diva teve hits, teatro, dança, sexo e política.
Madonna, em ótima forma aos 65 anos, interagiu com os bailarinos, trocou diversas vezes de figurino, beijou na boca, protagonizou cenas de masturbação. Em uma performance catártica, a cantora fez uma apresentação histórica, desagradando os conservadores.
Conservadores desinformados, pois Madonna foi a Madonna de sempre. Anitta e Pabllo Vittar estiveram no palco. A cantora norte-americana conseguiu até resgatar as cores verde e amarelo de nossa bandeira, capturada há uns anos pelo bolsonarismo.
Além das presenças físicas de Anitta e Pabllo Vittar, muitos brasileiros foram homenageados no telão. Personalidades como Marielle Franco, Mano Brown, Érika Hilton, Marina Silva, Gilberto Gil, Paulo Freire, Caetano Veloso, Daniela Mercury, entre muitas outras, foram homenageadas. Michael Jackson também foi lembrado, com um número dançante ao som de “Billie Jean” e “Like a virgin”.
Ao som de “Live to tell”, Madonna homenageou pessoas que morreram em decorrência da aids. No telão, Cazuza, Renato Russo, Freddie Mercury, Caio Fernando Abreu, Sandra Brea e muitos outros. Emocionada, a cantora chorou no palco.
Desde os anos 80, Madonna luta contra o estigma, o preconceito e a discriminação contra pessoas que vivem com HIV/aids. A cantora incluiu uma cartilha sobre aids em álbum de 1989, falando sobre formas de transmissão e incentivando o uso de preservativos como prevenção. 
Madonna perdeu amigos e bailarinos para a doença, e sempre esteve ao lado destas pessoas. Falar e cantar sobre sexo proporcionou debates mais abertos sobre sexualidades e sobre HIV/aids, propiciando saídas do armário necessárias. O ativismo da cantora é fundamental para o movimento de luta contra o HIV/aids. Viva Madonna!

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