O Foaesp realizou nos dias 13 e 14 de novembro reunião ordinária, contando com a participação das Ongs associadas e de representantes do Programa de DST/aids do estado de São Paulo. Na ocasião, também foram realizadas as eleições do Foaesp. Dezembro Vermelho, tuberculose, HTLV e planejamento para o ano que vem foram destaques.
No dia 13, os presentes ao encontro votaram e, após a apuração dos votos, foi eleita a chapa única para a diretoria do Foaesp com os seguintes representantes para o mandato 2026-2028: Presidência – Rodrigo de Souza Pinheiro (Núcleo de Advocacy em Saúde – Nuas, de São Paulo); Vice-presidência – Liliana Cristina Mussi (Oscip Terra das Andorinhas, de Campinas); 1º Secretário - Luciano Roque Scarpim (Ong Fênix, de Jaboticabal); 2ª Secretária - Larissa Brito de Souza (OSC Vitória-Régia, de Ribeirão Preto); 1ª Tesoureira - Regina Célia Pedrosa Vieira (Aliança pela Vida - Alivi, de São Paulo); e 2ª Tesoureira - Elenice Aparecida Carvalho (Grupo de Apoio e Solidariedade ao Portador de HIV - Gaspa, de Araraquara). Para o Conselho Fiscal: Fábio de Jesus Silva (Associação Arco-Íris, de Ribeirão Preto); Maria Neri Macedo Araújo Silva (Associação Nossa Casa de Acolhida, de São José dos Campos); e Silmara Aparecida Taiatela Morais da Silva (RNP+ Campinas).
Além das eleições para a diretoria do Foaesp, Liliana Cristina Mussi, foi eleita para a vaga do Foaesp no Conselho Estadual de Saúde.
Américo Nunes, do Instituto Vida Nova, lembrou da realização das inscrições para o evento “Roda Viva no Combate da Tuberculose”, que acontecerá nos dias 11 a 13 de dezembro, em São Paulo.
Luciano Scarpim, da Ong Fênix, contou da realização do simpósio que aconteceu em Jaboticabal, e agradeceu o apoio do Foaesp na atividade.
Foram discutidas as estratégias de implementação da lei estadual 18061/24, que dispõe sobre a política de prevenção das IST/HIV/aids com jovens e adolescentes. A lei, grande avanço para trabalhar a prevenção das patologias dentro das escolas, foi iniciativa do Foaesp.
Também foram discutidas as ações da Semana Internacional da Rede Lusófona da Coalition Plus, iniciativa que reúne organizações de base comunitária para o fortalecimento da resposta às epidemias de HIV/aids, hepatites virais e tuberculose. 
Foram também discutidas estratégias para o ano de 2026 que, além de ser ano de eleições no Brasil, contará com diversos eventos, como a Conferência Mundial Aids 2026, que acontecerá em julho, no Rio de Janeiro. Estão sendo discutidas ações para participação maciça dos membros da sociedade civil organizada. No próximo ano, também acontecerão o Encontro Estadual de Ongs/aids (Eeong), o Encontro Regional de Ongs/aids (Erong), e o Encontro Nacional de Ongs/aids, o Enong, que será em Cuiabá (MT).
As ações do Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º de dezembro) e as ações do Dezembro Vermelho também estiveram na pauta. Várias atividades acontecerão em todo o estado. O Foaesp realizará seminário no dia 19/12. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizará o evento “Vigilância em Saúde em Movimento”, além de outras iniciativas.
Os representantes do Programa Estadual de IST/HIV/aids prestaram esclarecimentos sobre editais e relataram problemas no fornecimento de insumos e medicamentos. Houve mudança no contrato da transportadora e, com isso, aconteceram problemas de logística no almoxarifado central e nas entregas em todo o estado. Não houve falta de medicamentos e insumos, mas foram relatadas baixas nos estoques. A situação se agravou em outubro, porém a situação está se resolvendo. Para evitar desabastecimento, houve remanejamentos.
O HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas) esteve na pauta. O HTLV é transmitido através de relação sexual desprotegida, pelo compartilhamento de seringas e agulhas, e também por transmissão vertical. O tratamento acontece de acordo com a doença relacionada ao HTLV, mas não há tratamento curativo para manifestações neurológicas. A dificuldade de diagnóstico acontece porque é necessário teste confirmatório após teste positivo de triagem. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o Ministério da Saúde estão em tratativas para que sejam disponibilizados os testes confirmatórios.
Os participantes também discutiram sobre as Casas de Apoio. Como são poucos equipamentos e há demanda, um dos pontos abordados foi a necessidade do recebimento de pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA) em outros espaços da assistência social que fazem o acolhimento de pessoas com diversas vulnerabilidades sociais.