A tuberculose (TB) esteve no debate durante o evento “Roda Viva no Combate da Tuberculose”, promovido pelo Instituto Vida Nova em São Paulo, nos dias 11 a 13 de dezembro. Os impactos e os desafios da coinfecção TB-HIV foram amplamente discutidos. A TB é a principal causa de mortalidade de pessoas que vivem com HIV/aids.
Durante o encontro, foi apresentado o projeto “Promoção em Saúde Frente à Eliminação da Tuberculose como Problema Pública da Saúde, do Instituto Vida Nova. Rafaella Vieira, Vanessa Sodré e Américo Nunes mostraram o desenvolvimento do projeto, que acontece nos municípios de Ferraz de Vasconcelos, Suzano e São Paulo.
No projeto, durante as rodas de conversa domiciliares, são abordados temas com foco na prevenção à tuberculose, com o objetivo de disponibilizar informação qualificada em uma região, Alto Tietê, que apresenta muitos casos e alta taxa de mortalidade. A TB e a coinfecção TB-HIV estão relacionadas a fatores sociais.
Na mesa de abertura, Rachel Russo Leite, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, falou sobre a situação no município de São Paulo, sobre plano para eliminação da tuberculose. Sobre financiamento, Rachel Russo Leite expôs as diretrizes da Política de Incentivo.
Em sua apresentação “Comunicação, Advocacy, e Mobilização Social em Organizações da Sociedade Civil”, Liliana Mussi, vice-presidente do Foaesp, falou sobre estratégias e sobre a importância das ações de comunicação e de advocacy.
Liliana Mussi destacou a importância da mobilização social. “O coletivo é mais forte, com grupos de apoio, trabalho em redes, em fóruns, é fundamental a participação ativa”, afirmou.
Na segunda mesa, Sidney Bombarda, médico pneumologista da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, apresentou os medicamentos utilizados, as pesquisas para novas drogas, e os desafios para a adesão ao tratamento.
Eduardo Barbosa, representando o Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids), afirmou que o trabalho da sociedade civil e a criação de redes entre os atores envolvidos para o combate à tuberculose é fundamental.
Rodas-vivas
As dinâmicas do segundo dia de evento se deram no formato de roda-viva, com o convidado no centro da roda. O representante do Ministério da Saúde, Artemir Coelho de Brito, falou sobre sintomas da doença, estigma, prevenção, tratamentos, novas tecnologias e a importância do trabalho conjunto e articulado.
Sofia Duarte Scarpelini, assistente social do Instituto Clemente Ferreira, da Secretaria de Estado da Saúde, contou sobre a história e a rotina do centro de referência para tuberculose.
Infecção latente da tuberculose também esteve no centro das discussões, com Sumire Sakabe, médica infectologista do CRT/DST Aids, que também falou sobre adesão, tratamento e características da tuberculose.
Neuza Jaloretto, da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose, fez relato da experiência exitosa da iniciativa e todos os anos de luta.
Os participantes que já contraíram tuberculose e estavam presentes ao evento deram seus testemunhos, depois, todos os participantes puderam dar depoimentos sobre de quais maneiras são afetados pela tuberculose.